Norma ASTM A36

Olá, amigos!

Sabemos que o Bate-papo do Sr. Ferraz é uma excelente ferramenta para o esclarecimento de dúvidas técnicas referentes ao aço. Essa troca de experiências é enriquecedora e superimportante para mantermos uma relação profissional cada vez mais próxima. Por isso, criamos um novo canal, ainda melhor e mais completo: o Sr. Ferraz Responde. A partir de hoje as perguntas deverão ser enviadas exclusivamente por meio deste canal, que fica no nosso site Programa Profissional do Aço Gerdau.

Por se tratar de um portal, você vai ter acesso a uma infinidade de informações, e o que é melhor: é tudo gratuito. Além disso, o Programa foi feito especialmente para você, profissional do aço. Confira abaixo uma breve explicação e o que o site oferece.

O Programa

O Programa Profissional do Aço Gerdau é uma fonte de informação que viabiliza a capacitação de serralheiros e outros profissionais envolvidos com o aço. Tem o intuito de orientá-los no desenvolvimento dos negócios e na melhoria contínua dos seus serviços, para que haja a satisfação dos clientes. Entre os benefícios oferecidos estão desde a indicação de aplicação de produtos, técnicas de trabalho, sistema de cálculo de grade e portões, até a disponibilidade de uma central de atendimento. Além disso, ainda informa sobre feiras, palestras e cursos na área.

Site

Oferece conteúdo específico do setor atualizado diariamente. Entre as seções, destacamos:

·         Sr. Ferraz Responde – O nosso Bate-papo do Sr. Ferraz que você já conhece mudou para este novo canal, e sempre auxiliará você no dia a dia. Continue enviando suas perguntas que o Sr. Ferraz responde.

 

·         Conteúdo Exclusivo – Tenha acesso a Cálculo de Grades e Portões, Projetos Especiais, Galeria de Projetos, Tabela de Conversão e o nosso Jornal On-line. Exclusividade e mais comodidade para você.

 

·         Produtos Gerdau – Em apenas alguns cliques você faz busca de produtos, por nome ou expressão, e encontra especificações técnicas de Barras, Perfis, Arames para solda e Eletrodos.

 

·         Notícias – A cada semana uma nova matéria como destaque sobre negócios, finanças, empreendedorismo e dicas para melhores resultados na sua empresa. Acompanhe também notícias atualizadas sobre o mercado do aço e a economia nacional e internacional.

 

A partir de agora, não se esqueça: temos um encontro marcado no nosso novo espaço. Continuaremos nosso bate-papo no Sr. Ferraz Responde, no site do Programa Profissional do Aço Gerdau. Clique aqui e cadastre-se gratuitamente.

Espero você lá!

Um abraço,

Sr. Ferraz

 

 

 

 

 

141 comentários para “Norma ASTM A36”

  1. Cleber Eberhardt disse:

    Qual o aço mais indicado para fabricação de um perfil I por laminação e qual a temperatura adequada?

  2. Sr. Ferraz disse:

    Olá Cleber,

    Com relação ao tipo de aço, informo que a Gerdau Açominas fabrica os perfis laminados no aço A572 G50 (fy 345 MPa) e no aço COR500 (fy 370 MPa). Estes são fabricados com regularidade, porém, podemos produzir as 88 bitolas de perfis existentes no nosso catálogo nos aços navais e em outros, desde que estes sejam negociados previamente com a área de vendas.

    A temperatura que os blocos saem do forno para o início da laminação é de aproximadamente 1350°.

    Encaminharei a você nosso catálogo técnico e coloco-me à disposição para maiores esclarecimentos.

    Um abraço,
    Sr. Ferraz

  3. Gilmar Castro disse:

    Sr. Ferraz,

    A norma ASTM A36, trata tolerância de espessuras em chapas lamindas, lamindas a quente e chapas grossas?

    Sobre defeitos de superfície em chapas de aço laminadas a frio, quente e chapas grossas (ondulação, quebra de superfície, corrosão e outros) onde posso encontrar material de consulta sobre estes assuntos?

    Gilmar

  4. Sr. Ferraz disse:

    Olá Gilmar,

    A norma ASTM A 36/A 36M trata da composição química e propriedades mecânicas do aço A 36.

    Com relação a material sobre dimensões e tolerâncias, para ampliar o seu conhecimento sobre o assunto, indico consultar a norma ASTM A 6/A 6M.

    Uma abraço,
    Sr. Ferraz

  5. Luís Paulo Bianconi disse:

    Sr. Ferraz, bom dia!

    Para chapas de aço carbono, a norma ASTM-A36 existe “grau” (50 ou 60 por exemplo) na sua composição?

  6. Sr. Ferraz disse:

    Olá Luís Paulo,

    Agradecemos o seu contato!

    A resposta à sua pergunta é não. A norma ASTM A36 não é subdividida em graus, diferente da ASTM A572 que tem grau 50 e 60.

    A norma ASTM A36/A6 é uma Norma Americana - sua sigla significa American Society for Testing and Materials – que rege propriedades mecânicas, limites de resistência, alongamento e escoamento, características necessárias e exigidas para aços estruturais, ou seja, aplicados em sua maioria em estruturas metálicas onde esses elementos são utilizados para o cálculo de resistência da estrutura a ser confeccionada.

    Clique aqui para visualizar a tabela, nela poderá verificar que para a norma A572, por exemplo, o grau 50 e o grau 60 estão diretamente relacionados a limites de escoamento, resistência e alongamento, o que não acontece na norma ASTM A36/A6.

    Vale lembrar que para chapas (plates) e perfis (shapes), a norma ASTM A36 prevê variações de composição química de acordo com as respectivas espessuras.

    Porém, independente do produto, os limites de resistências, escoamento e alongamento são os mesmos.

    Espero ter respondido sua pergunta e fico à disposição para mais dúvidas.

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  7. Bernardo disse:

    Olá,

    Tenho um apartamento com direito ao uso da lage e gostaria de fazer meu projeto com estrutura metálica em vez de alvenaria convencional. Desta forma pergunto: qual o melhor produto a ser utilizado nesses casos. Ressalto que algumas das colunas deverão ficar expostas à chuva. Nesse caso, teria alguma diferença para as que ficarão na parte interna?

    Desde já agradeço a atenção.

    Att.,

    Bernardo Zarro

  8. Sr. Ferraz disse:

    Oi Bernardo,

    Obrigado pelo contato!

    Respondendo a sua primeira pergunta, indico para uso os Perfis Estruturais Laminados Gerdau Açominas.

    Clique aqui, para ter acesso as especificações técnicas do produto.

    Com relação a exposição ao tempo (chuva e sol), não há diferença no material a ser utilizado. No entanto, será necessário usar a correta proteção por pintura para cada uma das situações.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  9. Elis Silva disse:

    Bom dia!
    Gostaria de saber quais as diferenças entre materiais ASTM A36 e materiais SAE 1010/20 ou 1020.
    Na falta de um, o outro substitui?

    Grata,
    Elis

  10. Sr. Ferraz disse:

    Boa tarde Elis!

    A ASTM A36 é uma norma de propriedade mecânica, onde os seus produtos visam fins estruturais, ela estipula os Limites de Escoamento (Fase Elástica), Limite de Resistência (Fase Plástica) e Alongamento % (O quanto o produto alongou).

    A composição Química da ASTM A36 visa atender as propriedades e para tanto estipula um manganês de 0,60% a 0,90%.

    Já o aço SAE 1020 é regido pela norma SAE J403, estipula composição química, não prevê propriedade mecânica, amarra simplesmente valores de Carbono (C), Manganês (Mn), Enxofre (S) e Fósforo (P), conforme composição abaixo.

    DIFERENÇAS

    • Composição Química:

    – C% Mn% P, Máx S Máx
    SAE 1020
    0,18 a 0,23 0,30 a 0,60 0,030 0,050
    ASTM A36
    0,00 a 0,26 0,60 a 0,90 0,030 0,050

    • Aplicação:

    SAE 1020 - Indústria Mecânica, não serve para fins estruturais.
    ASTM A36 - Fins estruturais, não indicado para fins mecânicos (Usinagem, Trefila e Descascamento).

    Qualquer dúvida é só entrar em contato.

    Um grande abraço,
    Sr. Ferraz

  11. Adinael Fernandes disse:

    Estou com uma obra para a Petrobras e em uma IT interna da refinaria específica chapas de piso em ASTM A-36, porém quando foi realizado a compra e por só encontrar estes tipo de materiais no mercado o suprimentos comprou de duas usinas, porém a especificação do certificado veio como CST-Piso (ArcellorMittal) e USIPISO (Usiminas).

    Face ao exposto gostaria de saber qual a diferença entre estes dois materiais (A-36 e os fornecidos pelas usinas brasileiras), pois a Petrobras está me solicitando um relatório comparativo.

    Certo de sua atenção.

    Atn.

    Adinael

  12. Sr. Ferraz disse:

    Olá, Adinael!

    Chapas de piso são produzidas pela Usiminas e pela Arcelor Mittal, segundo especificações distintas. As características mais importantes dos dois produtores que merecem atenção são:

    1. Só há garantia de composição química. A garantida pela Usiminas é diferente da Arcelor Mittal. As duas atendem à especificação química da ASTM A36.

    2. Não há garantia de propriedades mecânicas. Sob consulta, os produtos podem atender integralmente à norma ASTM A36, isto é, composição química e propriedades mecânicas, havendo restrição no caso da Usiminas, com relação ao valor do alongamento mínimo.

    3. A geometria das mossas difere consideravelmente aos dois fabricantes, ou seja, são produtos visualmente distintos.

    O aço ASTM A36 é estrutural e prescreve limites tanto para os diferentes elementos químicos presentes na liga como para as propriedades mecânicas. As características fundamentais do ASTM A36 são:

    Composição química: 0,25%maxC – 0,04maxP – 0,05max S – 0,40%maxSi.

    Propriedades mecânicas: Limite de escoamento mínimo de 250 MPa e limite de resistência de 400 a 550 MPa.

    Alongamento mínimo de 20% (200 mm).

    Agora, a resposta à questão. A princípio, produtos da Usiminas e da Arcelor Mittal atendem à ASTM A36 quanto à composição química. Entretanto, não há garantias de que as propriedades mecânicas atendam à especificação americana, a menos que tenham sido adquiridos como aço ASTM A36. Assim, o CST-PISO e o USIPISO não seguem à especificação ASTM A36.

    Fiz um comparativo dos dois produtos. Clique aqui e visualize.

    Qualquer dúvida, contate-nos.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  13. Gilmar Bufarah Bedendi disse:

    Sr. Ferraz,

    Recebi uma planta de um projetista e ele pede um tubo Redondo de 45 cm de diametro ch 16 ASTM A 36 - este tubo vai suportar uma passarela metálica com uma carga de aprox. 10 ton. Que tubo seria este?

    Muito obrigado!
    Gilmar

  14. Sr. Ferraz disse:

    Olá Gilmar,

    Primeiramente, comunicamos que a Gerdau não produz tubos.

    As informações sobre tubos podem ser encontradas em sites como os indicados logo abaixo.

    Há que se ter cuidado com o dimensionamento estrutural. Sendo assim, um profissional habilitado deve ser consultado.

    Seguem algumas referências:
    Metalica - Tudo sobre tubos, para acessar clique aqui.

    V & M do Brasil - Catálogo de Tubos Estruturais, para acessar clique aqui.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  15. Rodrigo disse:

    Sr. Ferraz,

    Estou com um dilema:
    Em um desenho de fabricação de estruturas há um item que utiliza o material ASTM A 572 GR 50, necessariamente um tubo de 10″. Porém, tenho encontrado dificuldades na minha região para encontrar este material.

    Poderia substituir este material por outro sem perder suas propriedades mecânicas? Por exemplo, um tubo de 10″ de ASTM A 106?

    Desde já agradeço.

  16. Sr. Ferraz disse:

    Olá Rodrigo,

    Primeiramente, agradeço o contato!

    Porém, gostaria de informar que, a Gerdau não produz tubos. Sendo assim, acredito que seja melhor solicitar esta informação para um fabricante do material, ou mesmo, um distribuidor que revenda este tipo de produto, como é o caso da Comercial Gerdau.

    Clique aqui para ter acesso ao site da Comercial Gerdau e, realizar a busca da unidade mais próxima da sua localização.

    Acredito que eles poderão lhe fornecer informações mais adequadas sobre o material.

    Espero ter ajudado e, qualquer dúvida estou à disposição.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  17. Paulo disse:

    Bom dia Sr. Ferraz!

    Gostaria de saber que tipo de chapa devo utilizar para a fabricação de uma betoneira, com capacidade para 8m3 de concreto e irá trabalhar sobre o chassi de um caminhão (caminhão betoneira).

    Obrigado.

  18. Sr. Ferraz disse:

    Olá Paulo,

    Boa tarde!!

    Obrigado por consultar a Gerdau!!

    Aços comumente utilizados à esta finalidade são, por exemplo, o ASTM A1011 Grau SS50 e o ASTM A572 Grau 50. Observe que você ainda poderá utilizar aços de média resistência (como, por exemplo, o ASTM A36), mas, neste caso, a espessura da chapa a ser utilizada será um pouco maior, deixando a betoneira mais pesada.

    Clique aqui para visualizar o catálogo “Laminados a Quente” e, clique aqui para ter acesso ao catálogo “Tiras a Quente”.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  19. Marlon disse:

    Bom dia Sr. Ferraz!

    Estamos desenvolvendo uma cortina (perfil de caixão composto de chapas) giratória de Ø15 metros, esta viga será guia por conjuntos de rolos guias.

    Estamos ultilizando rolos de SAE 1020, e gostaria de saber qual o melhor aço para trabalhar em desgate (atrito), em conjunto deste rolo, SAE 1060 ou ASTM A36?

    A intenção inicial é desgastar o rolete e aumentar a vida ultil da cortina.

    Obrigado
    Marlon

  20. Sr. Ferraz disse:

    Olá Marlon,

    Existem, a princípio, 3 tipos de desgaste:

    1. Desgaste de metal contra metal (chamado também desgaste metálico);

    2. Desgaste de metal contra uma substância não metálica abrasiva (chamado também de desgaste abrasivo);

    3. Desgaste de metal contra líquidos ou vapores (também chamado erosão).

    O primeiro – desgaste metálico – pode ser subdividido em desgaste por deslizamento, com lubrificação, como num eixo em mancal, ou sem lubrificação, como em parafusos, porcas e arruelas e desgaste por rolamento, com lubrificação, como em mancais de rolamento e engrenagens e sem lubrificação, como em rodas sobre trilhos.

    O segundo – desgaste abrasivo – pode ser subdividido em desgaste por esmerilhamento, úmido, como em moinhos de bolas ou seco, como em alguns tipos de britadores de minérios; em desgaste por deslizamento, úmido, como transportadores de areia úmida ou seca, como em arados ou dispositivos de equipamento de manuseio de terra em solos secos; em desgaste por impacto, úmido, como em rotores de bombas de iodo, ou seco, como em jatos de areia.

    O terceiro – desgaste erosivo – pode ser por vapor, como em turbinas, por gases de combustão, como em turbinas a gás, por água, como em rotores de bombas e por cavitação, como em dispositivos de fluxos turbulentos e alta velocidade de líquidos.

    Os dois primeiros tipos são os mais importantes.

    O desgaste metálico pode ser explicado pela interferência mecânica de pequenas projeções ou asperezas das superfícies em contato e em movimento. Ao se deslocarem as duas superfícies uma em relação a outra, admite-se que as saliências de uma possam coincidir com as depressões da outra de modo a causar um aumento da resistência a movimento ulterior. Se a força causadora deste for suficiente para mantê-lo, as saliências das superfícies serão deformadas ou arrancadas, se o metal for pouco dúctil. É de se supor, pois, que o desgaste metálico possa ser reduzido pela melhora do acabamento das superfícies em movimento e em contato, ou seja, tornando-as planas e macias de modo a diminuir o número de saliências que coincidem com as depressões.

    Também diminui o desgaste, a introdução entre as duas superfícies de uma película lubrificante a qual, sendo suficientemente espessa, poderá separar as superfícies de modo a eliminar o contato metálico.

    Consegue-se mais facilmente a separação completa, se as superfícies adjacentes em contato forem macias, a não ser por asperezas microscópicas. Certos detritos de desgaste que se formam nas superfícies em atrito podem ser eliminados pela lubrificação, a qual ainda, mediante um sistema adequado de alimentação e fluxo do lubrificante, permite controlar melhor a elevação de temperatura provocada pelo atrito.

    O desgaste metálico é igualmente explicado pelos efeitos que o calor produzido pelo atrito das superfícies em movimento pode causar: assim, o calor produzido causaria como que uma soldagem de partículas metálicas, as quais devido à pressão exercida e ao movimento, são arrancadas deixando vazios na forma de depressões e produzindo saliências que mais contribuem para ulterior desgaste. Por outro lado, a temperatura desenvolvida pelo atrito pode reduzir a resistência e a dureza do metal e facilitar a oxidação ou outro ataque químico, tornando as superfícies mais suscetíveis ao desgaste.

    Admite-se que o desgaste abrasivo seja causado pela penetração na superfície do metal de partículas não-metálicas de caráter abrasivo, ocasionando o arrancamento de partículas metálicas.

    Quaisquer que sejam as explicações das causas que produzem o desgaste metálico ou o desgaste abrasivo, é certo que os mesmos são reduzidos pelo melhor acabamento das superfícies em contato e pelo aumento da dureza e da resistência mecânica do metal.

    Em outras palavras, a resistência ao desgaste dos metais depende dos seguintes fatores:

    1. Acabamento da superfície metálica, a qual deve se apresentar tão macia e plana quanto possível, de modo a eliminar depressões e projeções que ao coincidirem umas com as outras, produzem o arrancamento de partículas além de proporcionar, pela energia produzida, uma elevação de temperatura;

    2. Dureza, a qual deve ser elevada, para que o metal resista à penetração inicial;

    3. Resistência mecânica e tenacidade que, quanto mais altas, mais dificultarão o arrancamento das partículas metálicas, quaisquer que sejam as causas passíveis de produzir tal efeito.

    A dureza é o fator mais importante, pois dele depende o início do desgaste.

    Outro fator também ponderável e que deve ser levado em devida conta é a estrutura metalográfica do material. De fato, num metal apresentando um sistema de duas fases, a presença de partículas relativamente grandes de um constituinte de baixa dureza e, portanto, vulnerável ao desgaste, numa matriz dura prejudica a sua resistência ao desgaste, ainda que o conjunto seja duro, ao passo que se a estrutura apresenta um constituinte possuindo partículas duras – carbonetos geralmente – numa matriz mais mole, ela possuirá maior resistência ao desgaste, principalmente quando essas partículas duras não forem excessivamente frágeis e quando forem de pequenas dimensões e uniformemente distribuídas na matriz. Assim, o SAE 1060 terá melhor desempenho que o ASTM A36.

    Os requisitos de alta dureza, elevados valores de resistência e tenacidade e estrutura adequada são conseguidos nos aços mediante os seguintes artifícios:

    1. Composição química conveniente, pela introdução em altos teores de determinados elementos de liga;

    2. Tratamentos térmicos ou termo-químicos de aços de composições apropriadas.

    Assim sendo, a resistência ao desgaste dos metais pode ser obtida mediante os seguintes meios:

    1. Mecânicos, pelo trabalho a frio ou encruamento proporcionados por laminação, estiramento ou deformação a frio; ou pela aplicação do processo de “jato-percussão” ou “jato-abrasivo” nas superfícies das peças;

    2. Térmicos – pela têmpera total ou têmpera superficial (por chama ou por indução);

    3. Termo-químicos, pelos tratamentos de cementação, nitretação, etc;

    4. Revestimentos superficiais, pela aplicação de “cromo duro”, siliconização, eletrodeposição, metalização, etc.

    O melhor meio de elevar a dureza do aço e, conseqüentemente a sua resistência ao desgaste, é pelo encruamento de determinados tipos de aços austeníticos onde austenita é pouco estável e que, pelo encruamento, quando colocados em serviço, podem ser tornados martensíticos. Tais são os “aços-manganês austeníticos”.

    Um dos precursores desse tipo de aço foi Hadfield, cujo nome identifica o tipo por ele desenvolvido, com 1,2% de carbono e 12% de manganês. Esse aço é ainda hoje o principal do grupo de aços resistentes ao desgaste, de natureza austenítica.

    O êxito da utilização do aço Hadfield para peças submetidas ao desgaste deve-se a duas propriedades: endurecimento superficial propiciado pelo trabalho e tenacidade. Esses aços, contudo, estão sujeitos a um fenômeno de fragilização intergranular, que é muito prejudicial e levam, freqüentemente, à rejeição de peças ou perda das mesmas por falhas em serviço.

    Os tipos comerciais apresentam o carbono entre 1,0% e 1,4% e o manganês entre 10% e 14%, havendo uma tendência a utilizar-se teor de carbono de 1,2% e manganês de12% e 13%.

    Cromo, níquel e cobre têm sido adicionados ao aço-manganês. O cromo parece melhorar a dureza do aço-manganês antes do encruamento; por exemplo, um aço-manganês Hadfield sem cromo com dureza Brinell 200, antes do tratamento térmico apresentará dureza de 220 com 1,5% de cromo e cerca de 280 com 2,0% de cromo. Por outro lado, a adição de cromo parece exigir menor quantidade de encruamento ou deformação para a obtenção da dureza superficial necessária nesses aços. Nessas condições, o cromo tem sido acrescentado toda vez que as peças forem sujeitas a desgaste de natureza principalmente abrasiva (com ausência de choque que possa desenvolver rapidamente a dureza superficial), tais como em peças de máquinas destinadas ao britamento, moagem ou transporte de material leve e de pequenas dimensões tais como areia e pedregulho.

    Às vezes adiciona-se cobre nos aços-manganês-cromo, sobretudo quando o cromo é elevado – da ordem de 5% - com o objetivo de melhorar sua ductilidade.

    O níquel tem sido um elemento de adição útil nos aços-manganês austeníticos de carbono mais baixo que o normal, que após austenitizados podem ser resfriados ao ar para a obtenção da necessária ductilidade. Aços com 0,60% e 0,90% de carbono, cerca de 3,0% de níquel e 12% de manganês são usados para eletrodos de solda, na forma de barras ou fios laminados ou trefilados e em certas peças fundidas ou trabalhadas.

    Esses aços não podem ser usados a temperaturas superiores a 260 ºC porque se tornam frágeis, provavelmente devido à transformação parcial da austenita meta-estável.

    Qualquer dúvida, por favor, estou à disposição.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  21. Marlon disse:

    Bom dia Sr. Ferraz!

    Estou desenvolvendo uma carcaça de cuba para forno elétrico.
    Minha principal dúvida é saber se é viável soldar o material A36 em conjunto com o A515. Já que a temperatura de trabalho é alta e varia muito, apresentando deformações, e estamos com receio dos materiais dilatarem diferente.

    Não consegui identificar o coeficiente de dilatação do A36 e o do 515.

    Obrigado
    Marlon

  22. Sr. Ferraz disse:

    Olá Marlon,

    Respondendo ao primeiro questionamento:
    É possível soldar o material ASTM A36 em conjunto com o ASTM A515? Sim, são aços para uso estrutural, de boa soldabilidade, semelhantes tanto em termos de resistência mecânica como composição química.

    Na linha de Arames para Solda Gerdau você tem opções tanto de arames MIG-MAG, Eletrodos Revestidos, Varetas TIG e Arco Submerso que são recomendados para esta aplicação em função do seu processo de soldagem.

    Com relação ao seu receio dos materiais dilatarem diferente, a literatura nos mostra que os coeficientes de expansão térmica destes materiais são muito semelhantes e se tornam praticamente iguais em temperaturas acima de 300°C, mas como este coeficiente varia conforme a temperatura é importante conhecer a faixa de temperatura exata que o seu forno irá trabalhar para que eu possa fazer uma avaliação mais precisa do comportamento dos aços nesta aplicação específica.

    A temperatura de trabalho do forno também é importante para determinação do consumível de solda correto para fazer a união dos materiais.

    Peço que entre em contato novamente informando a faixa de temperatura que o forno será submetido e a forma de soldagem que será utilizada, para que possa recomendar com segurança o arame de solda ideal para a sua aplicação.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  23. Osmundo Souza Lopes disse:

    Boa noite Sr. Ferraz,

    Agradeço a oportunidade deste apoio, que é muito bacana e acima de tudo muito construtivo.

    Minha casa está com a estrutura que sustenta o telhado com aparência de ferrugem, apesar de ter apenas 02 anos de concluída. A construtora alega ser SAC300, mas penso que seja o aço ASTM A36.

    Pergunto se o mesmo tem durabilidade comprovada idêntica ao SAC300, e dado meu imóvel está a cerca de 800 metros do mar, o que devo fazer?

    Complementando minha informação, como e aonde poderia fazer um laudo sobre a estrutura?

  24. Sr. Ferraz disse:

    Olá Osmundo,

    Obrigado pelo contato!

    Como entendo, sua residência fica próxima da praia. Aços patináveis (como o SAC300) e aços estruturais ao carbono-manganês (como o ASTM A36) possuem desempenho semelhante frente à corrosão, quando expostos em ambientes marinhos.

    Um engenheiro (da região) poderá fazer a avaliação do estado em que se encontra a estrutura da cobertura.

    Clique aqui, para ter acesso a um arquivo que acredito ser de utilidade.

    Qualquer dúvida, estou à disposição.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  25. Dinho disse:

    Sr. Ferraz,

    Uma arruela lisa e/ou pressão de aço ASTM A36 é exatamente igual a uma de aço SAE 1010/20?

  26. Sr. Ferraz disse:

    Olá Dinho,

    Obrigado pelo contato!

    Respondendo a sua pergunta: Não. As resistências são diferentes, o A36 terá maior resistência.

    A ASTM A36 é uma norma de propriedade mecânica onde os seus produtos visam fins estruturais, ela estipula os Limites de Escoamento (faze elástica), Limite de Resistência (Fase Plástica) e Alongamento % (o quanto o produto alongou).

    A composição Química da ASTM A36 visa atender as propriedades e para tanto estipula um manganês de 0,60% a 0,90%.

    Já o aço SAE 1020 é regido pela norma SAE J403, estipula composição química, não prevê propriedade mecânica, amarra simplesmente valores de Carbono (C), Manganês (Mn), Enxofre (S) e Fósforo (P), conforme composição abaixo.

    Diferenças:

    Composição Química:

    – C% Mn% P, Máx S Máx
    SAE 1020
    0,18 a 0,23 0,30 a 0,60 0,030 0,050
    ASTM A36
    0,00 a 0,26 0,60 a 0,90 0,030 0,050

    Aplicação:

    SAE 1020 Indústria Mecânica, não serve para fins estruturais
    ASTM A36 Fins estruturais não indicado para fins mecânicos (usinagem, Trefila e Descascamento)

    Espero que a resposta possa te ajudar.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  27. Samuel disse:

    Bom dia Sr. Ferraz,

    Estou desenvolvendo um projeto de conclusão de curso em engenharia mecânica, o propósito do projeto é uma análise matemática e computacional de uma trinca no pedestal de um guindaste offshore.

    O material usado é o A-36 e tenho dificuldades em escrever algo sobre o dado material se puder me orientar…. grato

  28. Sr. Ferraz disse:

    Olá Samuel,

    Boa tarde!!

    A ASTM A36 é uma norma de propriedade mecânica onde os seus produtos visam fins estruturais, ela estipula os limites de Escoamento 250 MPa (faze elástica), Limite de Resistência 400 a 550 MPa (Fase Plástica) e Alongamento 20% (200mm) (o quanto o produto alongou).

    A composição Química da ASTM A36 visa atender as propriedades e para tanto estipula um manganês de 0,60% a 0,90%.

    Trata-se de um assunto muito abrangente, por isso, citei apenas as especificações técnicas da norma, espero ter ajudado.

    Boa sorte no seu projeto de conclusão de curso.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  29. José Roberto Cravo disse:

    Sr. Ferraz,

    Estou estudando o processo de blindagem arquitetônica e gostaria de saber se a utilização do aço ASTM A36 em blindagem arquitetônica é mais eficiente que a utilização do aço SAE 1020?

    Qual dos dois materiais é mais eficiente no sentido de contenção de projéteis ou estilhaços metálicos?

    Obrigado.

  30. Sr. Ferraz disse:

    Olá José,

    Obrigado pelo contato!

    Infelizmente, a Gerdau não tem estudos nesta aplicação específica, porém posso esclarecer que:

    A ASTM A36 é uma norma de propriedade mecânica onde os seus produtos visam fins estruturais, ela estipula os limites de Escoamento 250 MPa (faze elástica), Limite de Resistência 400 a 550 MPa (Fase Plástica) e Alongamento 20% (200mm) (o quanto o produto alongou).

    A composição Química da ASTM A36 visa atender as propriedades e para tanto estipula um manganês de 0,60% a 0,90%.

    Já o aço SAE 1020 é um aço regido pelo norma SAE J403 que rege apenas composição química Carbono de 0,18% a 0,23%, Manganês de 0,30 a 0,60% (repare que é o Mn a faixa mínima do A36), Silício de 0,10 a 0,20%, Fósforo máximo de 0,030% e Enxofre máximo de 0,035%.

    Aço com uso para fins mecânicos com eixo de máquinas, barras trefiladas e etc.

    Assim, respondendo sua pergunta sobre qual seria o material mais eficiente, acredito que um teste ou ensaios específicos comparativos entre os dois aços na sua aplicação seria o ideal para sua tomada de decisão.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  31. HERBERT OLIVEIRA disse:

    Sr. Ferraz, boa tarde!

    Gostaria de saber se o aço ASTM A-572 GR 50 é similar ao ASTM A-36.

    At.

  32. Sr. Ferraz disse:

    Olá Herbert,

    Respondendo a sua pergunta:
    Sim, os dois aços – ASTM A572 Grau 50 e ASTM A36 – são aços semelhantes. São aços estruturais, ao carbono-manganês.

    Entretanto, as propriedades mecânicas dos dois aços são diferentes:

    Tabela

    As composições químicas são semelhantes, mas não iguais. Uma importante diferença está em que o aço ASTM A572 Grau 50 possui, em sua formulação, adição dos chamados microligantes (Nióbio e/ou Vanádio e/ou Titânio) que, em conjunto com outros elementos de liga, promovem a melhoria (entenda-se aumento) das propriedades mecânicas do aço. Ele pertence, assim, à classe de aços chamados de “aços de baixa liga e alta resistência (BLAR)”. O aço ASTM A 36 é conhecido, por outro lado, como sendo um aço de média resistência mecânica.

    Clique aqui para visualizar um artigo escrito há bom tempo atrás, que pode ser de utilidade.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  33. Kleber disse:

    Sr. Ferraz,

    TRABALHO COM MÁQUINAS VIBRATÓRIAS, SOU DA PARTE DE PROJETOS, HOJE ESPECIFICO CHAPAS DE ASTM A-36 PARA SUA CONSTRUÇÃO AO INVÉS DA SAE 1020.

    GOSTARIA DE SABER SE EXISTE CHAPA EM ASTM A-36??? E QUAL O MELHOR AÇO NA FORMA DE CHAPA PARA CONFECCIONAR MÁQUINAS VIBRATÓRIAS???

    ATT.,

    KLEBER FARIAS

  34. Sr. Ferraz disse:

    Bom dia Kleber,

    Respondendo a primeira pergunta. Sim, existe chapa em A36 e elas são melhores que as chapas em aço SAE 1020 pela garantia de propriedades.

    A ASTM A36 é uma norma de propriedade mecânica, onde os seus produtos visam fins estruturais, ela estipula os Limites de Escoamento (Fase Elástica), Limite de Resistência (Fase Plástica) e Alongamento % (O quanto o produto alongou).

    A composição Química da ASTM A36 visa atender as propriedades e para tanto estipula um manganês de 0,60% a 0,90%.

    Já o aço SAE 1020 é regido pela norma SAE J403, estipula composição química, não prevê propriedade mecânica, amarra simplesmente valores de Carbono (C), Manganês (Mn), Enxofre (S) e Fósforo (P), conforme composição abaixo.

    DIFERENÇAS

    • Composição Química:

    – C% Mn% P, Máx S Máx
    SAE 1020
    0,18 a 0,23 0,30 a 0,60 0,030 0,050
    ASTM A36
    0,00 a 0,26 0,60 a 0,90 0,030 0,050

    • Aplicação:

    SAE 1020 - Indústria Mecânica, não serve para fins estruturais.
    ASTM A36 - Fins estruturais, não indicado para fins mecânicos (Usinagem, Trefila e Descascamento).

    Com relação a sua segunda pergunta, o melhor material para as máquinas vibratórias depende de que máquinas estamos tratando, qual a vida útil que se deseja, etc. Um projetista de equipamentos é melhor capacitado para responder a questão.

    Qualquer dúvida é só entrar em contato.

    Um grande abraço,
    Sr. Ferraz

  35. Robson Ferraz de Castro disse:

    Boa tarde Sr. Ferraz,

    Gostaria de saber a dureza do aço ASTM A36 (HRC), pois onde trabalho estão querendo cortar barras chatas de vários tamanhos nas guilhotinas e, há tempos atrás tinhamos ocorrências de quebra de navalhas posteriores aos cortes desse material.

    Fico no aguardo.

    abraço.

  36. Sr. Ferraz disse:

    Boa tarde Robson,

    A norma ASTM A36 não cita valores de dureza do material, ela fala em termos de limite de escoamento e limite de resistência. No caso o limite de resistência das barras ASTM A36 devem ficar entre 400 e 550 MPa.

    Existem na literatura tabelas de conversão aproximadas dos valores de resistência a tração para dureza, tendo como base estas tabelas a dureza aproximada das barras ASTM A36 devem variar entre 64 e 82 HRB.

    É importante ressaltar que estes valores são aproximações baseadas em tabelas de conversão. O que a norma regula e garantimos via certificado de qualidade é o limite de escoamento e resistência à tração do material, portanto sugiro que para o cálculo da sua guilhotina você leve em consideração a faixa de 400 a 550MPa de LR e as dimensões das barras que serão cortadas.

    Espero ter ajudado e qualquer outra dúvida estou à disposição.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  37. Anderlon disse:

    Boa noite Sr. Ferraz,

    Sou estudante do curso de mecânica e estou precisando fazer um trabalho sobre tubo de baixa pressão baseado na norma A-36.

    Já pesquisei no google e não estou encontrando nada. A norma está em inglês, o Sr. pode me ajudar?
    1-Teoria, 2-pratica, 3-conclusão

    Obrigado.

  38. Sr. Ferraz disse:

    Bom dia Anderlon,

    Obrigado pelo contato.

    Realmente, neste caso você deve recorrer à norma ASTM A36. Este aço se presta perfeitamente à confecção destes tubos.

    Clique aqui para visualizar um artigo sobre Aços Estruturais, um pouco antigo, que pode ajudá-lo.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  39. Eudes disse:

    Qual norma ASTM se aplica a carcaça da turbina a vapor de aço fundido, aço ou liga de aço?

  40. Sr. Ferraz disse:

    Bom dia Eudes,

    A carcaça de turbinas a vapor (item 2 da figura abaixo) é, de modo geral, feita em aço fundido. São aços, em geral, com teor total de elementos de liga inferior a 8%, desenvolvidos para suportarem maiores pressões, maiores esforços de tração e temperaturas de serviço tanto baixas quanto elevadas. Eles apresentam, ainda, maior dureza, tenacidade, resistência ao desgaste e alta temperabilidade.

    Ilustracao
    Fonte Sandvik Coromant

    As especificações de aços mais comuns são o ASTM A217 (talvez a mais comum), ASTM A356 e ASTM A389.

    Obrigado pelo contato!

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  41. Diego Rodrigues disse:

    Sr. Ferraz,

    Representamos a empresa Ventlar Ind e Com, no estado de Minas Gerais, e estamos perdendo muitas vendas por motivos de preço. Segundo nosso gerente, difere sobre a qualidade do material.

    Estou pesquisando sobre, mas encontro dificuldades no argumento. Minha pergunta é, qual a diferença do ASTM A36 para o USI CIVIL 300?

    Caso possa me ajudar, ficaria muito grato!

    Diego.

  42. Sr. Ferraz disse:

    Olá Diego,
    Bom dia!

    Agradeço o contato!

    Com relação a sua dúvida, sobre a diferença entre ASTM A36 e o USI Civil 300, infelizmente, não possuímos informações técnicas sobre este produto, pois a Gerdau não produz o material USI Civil 300.

    No entento, sugiro entrar em contato com a fabricante, clique aqui.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  43. Geraldo disse:

    Sr. Ferraz,
    Boa noite!

    Preciso confeccionar uma bancada para teste hidrostático, até 120Kgf/cm².

    Pretendo usar uma placa de aço carbono para a mesa desta, onde será necessário soldar uma coluna e a usinagem de vários furos com rosca (1/2” a 1” WW) para fixação dos equipamentos a serem testados.

    Qual o melhor material para esta mesa: 1020, A 36, ou um outro que possa indicar?

    Desde já muito obrigado!
    Geraldo.

  44. Sr. Ferraz disse:

    Olá Geraldo,
    bom dia!

    O senhor deve confeccionar sua bancada em aço ASTM A36.

    Você deverá soldar uma coluna e usinar vários furos. O SAE 1020 (descrito em SAE J404) traz exigências de composição química de 4 elementos químicos (C-Mn-P-S) e não traz exigências de propriedades mecânicas. Não é um aço estrutural. É um aço de construção mecânica.

    Por outro lado, o ASTM A 36, que é estrutural, traz exigências de composição química mais abrangentes (C-Mn-P-S-Si-Cu), além de propriedades mecânicas mínimas. Este aço é, sempre, um aço de excepcional soldabilidade. O SAE 1020 apresenta, de modo geral, boa soldabilidade, mas, devido às possíveis alterações composicionais permitidas pela norma, podemos encontrar materiais com soldabilidade diversa.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  45. Jose Wilson disse:

    Sr. Ferraz,

    Estou planejando construir um carro esportivo, artesanal, e gostaria de saber qual material dos tubos a serem utilizados no chassis, já pesquisei e vi alguns exemplos de chassis tubulares, mas nenhum lugar diz que tipo de aço é utilizado, inclusive encontrei o manual de construção dos chassis de Stock cars, onde indica os tubos SAE 4130, mas ele é caro demais e difícil de ser encontrado. Qual a diferença de aplicação Mecânica e estrutural?

    E mais uma coisinha, existe uma maneira prática de identificar o material na hora da compra, digo isso pois para nós mais leigos, aparentemente todos os aços são iguais. E pra não levar gato por lebre, gostaria de ter uma dica a respeito.

    Obrigado e bom dia.

  46. Sr. Ferraz disse:

    Olá José Wilson,

    Aços estruturais são, de modo geral, aços com pequenas adições de elementos de liga. Eles possuem boas propriedades mecânicas, boa soldabilidade e baixo custo. Servem às estruturas em geral (pontes, prédios, indústria ferroviária, naval, automobilística, serralheria, etc.). Os produtos mais usuais são as chapas (finas e grossas), perfis estruturais, cantoneiras, barras chatas, etc…

    Aços para construção mecânica são aqueles com aplicações voltadas às indústrias mecânicas em geral (usinagem de parafusos, molas, forjarias, indústria naval, petrolífera, implementos agrícolas e todas aquelas que produzem peças tais como eixos, engrenagens, ferramentas, etc.).

    De certo modo, pode-se dizer que os aços de construção mecânica atendem às indústrias que servem de apoio no atendimento de outras, maiores, e que adquirem os mais variados tipos de peças usinadas, seja para compor produtos de suas linhas de produção ou para a manutenção de suas máquinas.

    O senhor deverá utilizar um aço que possua propriedades mecânicas mínimas necessárias ao seu projeto. Qual é o aço para fins mecânicos (ou aços), na forma de tubo, produzido no Brasil, a custo razoável, e que substitui o SAE 4130 (como descrito pela SAE J404)?

    É o ASTM A 513 (tubo de aço com costura) e o ASTM A519 (tubo de aço sem costura). Estes tubos são produzidos no Brasil. Dentre outros fabricantes, podemos indicar a Tuper (www.tuper.com.br).

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  47. Rafael Nascimento disse:

    Boa tarde Sr. Ferraz,

    Estou com uma grande dúvida.

    Em relação à soldabilidade, uma chapa de material ASTM A36 acima de 20 mm é melhor que um material ASTM A36 abaixo de 20 mm? Pois segundo norma AWS D1.1 eles estão em grupos de solabilidade diferente, porém com a mesma faixa de resistência mecânica. E, o controle de composição química do Mn só é válido acima de 20 mm.

    Outra pergunta, existe alguma diferença no processo produtivo? Estou perguntando isso devido a divisão da AWS D1.1 para o aço A36 abaixo de 20mm ser do grupo I e, acima de 20mm ser do grupo II.

    Obrigado e muito bom esse canal para retirada das dúvidas.

  48. Sr. Ferraz disse:

    Olá Rafael,

    Devido a complexibilidade da dúvida, primeiramente, irei respondê-las separadamente e, logo em seguida, darei uma explicação envolvendo o processo de soldabilidade. Assim, espero ser didático na resposta.

    01- Diferença entre o A36 abaixo de 20 mm e o acima de 20 mm em relação à soldabilidade?
    Como o percentual de Mn varia, varia também o Ceq, o que interfere na soldabilidade (veja explicação detalhada abaixo).

    02- Chapa de material ASTM A36 acima de 20 mm é melhor que um material ASTM A36 abaixo de 20 mm?
    Não, estruturalmente são materiais totalmente similares. Não existe diferença no processo produtivo, exceto maior ou menor conformação mecânica.

    Questões ligadas à soldabilidade das chapas:

    Os metais são, de modo geral, bons condutores de calor. Desse modo, o calor gerado durante a soldagem dos aços é rapidamente escoado por toda a massa de aço envolvida no processo. Em alguns metais, o resfriamento rápido pode contribuir para a formação de microestruturas prejudiciais, justamente na região de soldagem. O pré-aquecimento da junta a ser soldada é uma maneira de reduzir a taxa de resfriamento do metal.

    Durante a soldagem de aços (especialmente os de alto carbono ou de alta liga), existe o perigo de que o depósito de solda (e a zona termicamente afetada) contenham altos percentuais de martensita – um constituinte duro e frágil do aço. O pré-aquecimento e o pós-aquecimento controlado objetivam manter o teor de martensita a um nível mínimo. Assim, obtém-se melhor ductilidade, menor dureza e menor probabilidade de fissuração durante o resfriamento.

    A quantidade de martensita formada pode ser limitada reduzindo-se a taxa de resfriamento da solda. O pré-aquecimento aumenta a temperatura do metal vizinho à solda, de tal modo que o gradiente de temperatura (isto é, a diferença de temperatura) entre a solda e sua vizinhança fique reduzido. O resultado é que a zona de soldagem aquecida resfria-se mais lentamente, visto que a taxa de resfriamento é diretamente proporcional ao gradiente de temperatura entre as massas quente e fria.

    Em resumo, o pré-aquecimento reduz:

    1. O risco de trincas por hidrogênio;

    2. As tensões de contração;

    3. A dureza na zona termicamente afetada (ZTA).

    Se esses tratamentos térmicos devem ou não ser aplicados depende do teor de carbono e de outros elementos de liga no metal sendo soldado. Se corpos de prova soldados sem tratamento térmico apresentarem baixa ductilidade ou dureza muito alta, é indicativo da necessidade de pré-aquecimento ou pós-aquecimento. Além da composição química, a rigidez da junta a ser soldada e o processo de soldagem também influenciam a necessidade de se realizar um pré-aquecimento. A necessidade do pré-aquecimento aumenta com as seguintes variáveis:

    1. Teor de carbono do material de base;

    2. Teor de ligas do material de base;

    3. Tamanho da peça;

    4. Temperatura inicial;

    5. Velocidade de soldagem;

    6. Diâmetro do consumível.

    Então, como determinar a temperatura de pré-aquecimento?

    A composição do material de base deve ser conhecida para se escolher a temperatura de pré-aquecimento correta, pois ela é controlada por dois principais fatores: o teor de carbono e o teor de elementos de liga do material a ser soldado.

    Basicamente quanto maior for o teor de carbono do material de base, maior será a temperatura de pré-aquecimento requerida. Esse raciocínio se aplica também ao teor de ligas, mas em um grau levemente menor. Um método simples para determinar a necessidade de pré-aquecimento de uma solda é o do carbono equivalente (Ceq). A temperabilidade de um aço está relacionada ao seu teor de carbono acrescido dos teores de certos elementos de liga. Outros fatores importantes para se determinar a temperatura de pré-aquecimento são a espessura e o tamanho do componente. A temperatura de pré-aquecimento aumenta com o tamanho e a espessura do componente.

    Para o cálculo do carbono equivalente determina-se o teor aproximado de outros elementos de liga que produzem a mesma dureza que 1% de carbono. O carbono equivalente (Ceq), que é uma indicação da temperabilidade do aço, pode ser calculado por:

    Ceq = %C + (%Mn/6) + (%Ni/15) + (%Mo/4) + (%Cr/5) + (%Cr/13)

    Essa é uma fórmula “clássica”. Existem outras.

    Essa fórmula é válida quando os teores estão dentro das faixas: %C < 0,50, %Mn < 1,60, %Ni < 3,50, %Mo < 0,60, %Cr < 1,00 e %Cu < 1,00

    A espessura do metal de base pode tornar necessário o pré-aquecimento mesmo para aços de baixo carbono. Existem vários métodos para se calcular a temperatura de pré-aquecimento considerando também a espessura, sendo as equações abaixo bastante utilizadas:

    Temp. pré-aquecimento (oC) = 350 x √(Ceq.total – 0,25), sendo o Ceq.total = 0,005 x Ceq x espessura (mm),l sendo o carbono equivalente calculado pela equação já apresentada.

    Espero ter ajudado da melhor maneira possível a esclarecer suas dúvidas.

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  49. Rafael Nascimento disse:

    Obrigado pela resposta Sr. Ferraz!

    abraços,

    Rafael Nascimento

  50. Murilo Augusto disse:

    Boa noite Sr. Ferraz,

    Recebemos um projeto de caldeira flamotubular em que o corpo da mesma é de aço A283 e espelhos com aço A285. Estamos tendo dificuldade em conseguir esses materiais com essas especificações. Podemos usar aço com outra especificação?

    Um abraço,

    Murilo Augusto

  51. Sr. Ferraz disse:

    Olá Murilo,

    Obrigado pelo contato!

    Adianto que, para responder à sua questão de forma completa, torna-se necessário conhecer o grau do aço ASTM A283. Este aço é produzido em 4 graus (A, B, C, D), cada qual com sua composição química e propriedades mecânicas – e a variação é grande.

    De modo geral, o A283 é similar a norma européia EM 10025 para os aços S235, S275, S355 (JR/JO/J2/K2).

    Com respeito as normas ASTM, o ASTM A36 pode ser considerado semelhante ao ASTM A283, assim como o A537, A572 e A573, mas, ratifico, depende do grau (A, B, C ou D) do ASTM A283.

    Assim, aguardo o seu contato novamente para uma melhor especificação.

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  52. Rock disse:

    Boa tarde,

    Quero saber qual material é mais viável financeiramente para estrutura metálica, o ASTM A36 ou A572?

  53. Sr. Ferraz disse:

    Olá Rock,

    Todo o dimensionamento de estruturas em aço deve levar em consideração 2 critérios: resistência e deformação.

    Quando o critério que comanda o dimensionamento for a Resistência do perfil, a utilização de aços de alta resistência, como o ASTM A572 gr. 50 irá proporcionar estruturas com menor consumo de aço.

    Quando o critério de Deformação for o determinante para o dimensionamento da seção, a maior resistência do aço não proporciona economia no consumo de aço, já que a seção transversal do material (inércia) é determinante pra o cálculo da deformação das peças e o módulo de elasticidade (E) dos aços A36 e A572 é o mesmo.

    Tanto o aço A36 quanto o A572 são amplamente utilizados na construção metálica, e a diferença de custos entre os mesmos é relativamente baixa.

    Obrigado pelo contato!

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  54. Leonardo Bin disse:

    Olá,

    Trabalho em uma empresa e estou cuidando da parte de documentação, fizemos uma compra de um material ASTM A36 de espessuras 6,30, como solicitado pelo cliente. Na NF veio especificado A36, mas no certificado veio como: ASTM A1018-10-SS-36-2. Devo aceitar este certificado, ou, devo solicitar outro?

    Confrontei a composiçao química desse certificado e me pareceu muito semelhante a do A36.

    Obrigado,
    Leonardo

  55. Sr. Ferraz disse:

    Olá Leonardo,

    Obrigado pelo contato!

    Com relação a sua dúvida, você menciona espessura, mas não diz de que produto se trata, e nem quem forneceu. Me parece que é produto plano e, o fornecedor pode ser diferente da CG.

    Sendo objetivo, informo que você tem todo o direito de receber o certificado de qualidade de acordo com o material que comprou. Por isso, caso queira solicitar ao fornecedor, poderá ter em mãos o certificado do produto que adquiriu.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  56. Antonio disse:

    Sr. Ferraz,

    Para Barras Redondas Laminadas, qual o diâmetro maior para o ASTM A36? Ou não há? A partir de que diâmetro passa a ser SAE1020?

    Abs

  57. Sr. Ferraz disse:

    Boa tarde Antônio,

    Obrigado pelo contato!

    Tanto para as barras laminadas produzidas sob a norma ASTM A 36 como da norma SAE 1020, a Gerdau tem capacidade de produzir até a bitola 4 1/16”.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  58. Ronaldo Gomes disse:

    Sr. Ferraz,
    Por favor me ajude a desvendar esse enigma:
    Qual a diferença na chapa de Aço seja Fina ou Grossa A572 GR 50 e GR 60?
    Obrigado.

  59. Sr. Ferraz disse:

    Olá Ronaldo,

    A diferença está nas propriedades mecânicas do aço. Grau do aço, de modo geral, remete à sua resistência mecânica.

    O aço ASTM A572 Grau 50 possui Limite de Escoamento mínimo de 345 MPa (ou 50 ksi), Limite de Resistência mínima de 450 MPa e Alongamento mínimo (200 mm) de 18%.

    O aço ASTM A572 Grau 60 possui Limite de Escoamento mínimo de 415 MPa (ou 60 ksi), Limite de Resistência mínimo de 520 MPa e Alongamento mínimo (200 mm) de 16%.

    Qualquer dúvida, não hesite em nos contatar!

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  60. Claudio Souza disse:

    Estou em um dilema referente ao aço S355jr+N, qual aço devo utilizar no lugar desse? Será que o aço A572 Gr 50 substitui ele?

  61. Sr. Ferraz disse:

    Olá Claudio,

    Com relação a sua dúvida, eu como técnico especialista, não devo validar equivalência de aços sem um mínimo de detalhes relativos às aplicações.

    Peço, por favor, que detalhe melhor sua questão. Assim, os links abaixo irão ajudá-lo nesse detalhamento para que eu possa desenvolver uma resposta específica a sua dúvida:

    http://www.splav.kharkov.com/steelgrade/mat_start_eu.php?name_id=8

    http://szfg-werkstoff.asco.de/en/matselect/pdf/WARM/S355JR.pdf

    http://www.b2bmetal.eu/en/pages/index/index/id/147/

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  62. Márcio Manique disse:

    Sr. Ferraz,

    O Aço S235JR pode ser substituído pelo ASTM A36?

  63. Sr. Ferraz disse:

    Olá Márcio,

    Os aços S235JR e ASTM A36 são materiais estruturais mas não são totalmente equivalentes. Suas composições químicas, limites de escoamento e resistência são parecidas, porém o S235JR possui algumas características que o ASTM A36 não especifica como ensaio Charpy e Carbono Equivalente.

    Portanto antes de substituir o S235JR pelo A36, é necessário saber a espessura da chapa, como serão as ligações (solda / rebite / parafuso), aplicação do produto, temperaturas a que o mesmo será submetido e se no projeto levou-se em conta a necessidade de ensaio de impacto (Charpy), com estas informações poderei comparar os dois materiais para definir se é possível ou não esta substituição.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  64. Rafael Venicio de Limas disse:

    Bom dia Sr. Ferraz,

    Por acaso o senhor sabe me responder qual a espessura mínima de chapa ASTM A36 que é comercializada?

    Desde já eu agradeço.

  65. Sr. Ferraz disse:

    Olá Rafael,

    Chapas laminadas a quente segundo a norma ASTM A36 são, normalmente, produzidas com espessura mínima de 2 mm. Como exceção, podem ser obtidas com um mínimo de 1,5 mm.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  66. José Pedro Caro Espinoza disse:

    Prezado Sr. Ferraz,

    Fico contente de ter encontrado seu Blog, pois já tenho investido muitas horas tentando encontrar a informação que preciso, e não encontrei totalmente.

    Tenho um projeto de uns galpões, ele foi projetado numa empresa na Holanda, então todas as vigas e perfis estão com padrão diferente ao que estou acostumado. Bom, eu comecei a procurar na internet, mas achei alguns outros padrões que parecem impossível. Tenho que fazer esta transformação para padrões de materiais que possam ser comprados no Brasil.

    Meu problema é entender que tipo de perfil estrutural corresponde a essa denominação, e logo achar a tabela com as especificações técnicas, com essa informação posso procurar e comparar com perfis similares fabricados no Brasil.

    Segue as especificações do material com padrão europeu:

    HE100A, HE100B, HE140A, HE140B,…
    IPE200, IPE220,….
    UNP100, UNP120,…
    KK50×4, KK60×3,…
    KW60×5, KW120×4,…
    250×15FB, 300×15,FB,….
    50×10ST, 60×10ST,…
    WG1300×300x236, WG1300×350x335,…
    GEZ_pl230×100x1,
    55×5PL, 90×10PL,…
    HD400×314
    PS150×15, PS150×20,..

    Entre estes materiais, tenho qualidade S235JR, S235JO, S275JR, S275JO, S355JR, preciso saber se estas qualidades de materiais são produzidas no Brasil e, no caso, quais seriam as alternativas para mudar a uma qualidade nacional com as mesmas propriedades mecânicas.

    Agradeço muito se puder me dar dicas onde encontrar a informação para realizar meu trabalho.

    Pedro

  67. Sr. Ferraz disse:

    Olá José Pedro,

    A equivalência dos perfis de padrão Europeu para padrão nacional pode ser obtida com o auxílio da Tabela de comparações de perfis da Gerdau.

    A qualidade dos aços segue a norma Européia EN 10025-2:2004 e apresentam as seguintes propriedades mecânicas:

    /profissionaldoaco/blog/limite_espessura.jpg

    Quanto às propriedades mecânicas, estes aços podem ser substituídos por aços ASTM, produzidos pela Gerdau, que apresentam as seguintes propriedades mecânicas:

    /profissionaldoaco/blog/limite_sob_encomenda.jpg

    Espero ter ajudado e qualquer dúvida estou à disposição.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  68. David disse:

    Prezado Sr. Ferraz,

    Tenho que soldar um aço com a seguinte especificação ASTM 572 GR 60, gostaria de saber quais consumíveis de solda posso usar?

    Obrigado por sua gentil atenção.

    David

  69. Sr. Ferraz disse:

    Olá David,

    Respondendo a sua pergunta, para efetuar a soldagem deste material, garantindo boa produtividade e qualidade de soldagem, pode ser utilizado o arame MIG ER 70S-6.

    Apesar de muitas literaturas relatarem sobre a faixa de Ceq ideal (carbono equivalente ideal deve ser inferior a 0,40) para soldagem direta sem pré-aquecimento, o ASTM A572 GR60 (apresenta Ceq% médio de 0,46) pode ser soldado normalmente com o arame MIG/MAG 70S-6 sem nenhum problema, desde que o mesmo não seja empregado em soldagens multipasse, onde pode comprometer a estrutura do mesmo. Caso este material seja empregado em soldagem multipasse, o ideal é efetuar o pré-aquecimento a uma temperatura média de 200° e depois manter um resfriamento controlado.

    Espero ter ajudado.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  70. Vitor disse:

    Bom dia Sr. Ferraz!

    Por favor, o senhor poderia me informar qual o aço SAE ou ASTM que é equivalente ao aço CSA G40.21-44W?

    Grato pela atenção.

    Vitor

  71. Sr. Ferraz disse:

    Olá Vitor,

    Propriedades do CSA-G40.21 44W e similares podem ser encontradas no ASME Parte II-A:

    Tração: 65 – 85 ksi (45,7 à 59,7 Kgf/mm2)
    Escoamento min: 44 ksi (31,0 Kgf/mm2)
    Alongamento: 20% min em 8” e 23% min em 2”

    /profissionaldoaco/blog/structural_quality_steel.jpg

    Assim, as normas equivalentes são:

    · ASTM A1011-SS Grau 45

    · ASTM A1011 –SS Grau 50 classe 1

    · ASTM A935-50 Classe 1

    · SAE j1392 050 YHK

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  72. Luis Paulo Alonso Bianconi disse:

    Prezado Sr. Ferraz,

    O Sr. pode me fornecer uma tabela de tolerâncias de aços longos? Eu preciso principalmente de cantoneiras abas iguais, onde eu necessito saber as tolerâncias nas abas, dentro da norma ASTM-A36.

  73. Sr. Ferraz disse:

    Olá Luis Paulo,

    Insiro aqui dois catálogos para que você possa ter acesso a algumas especificações técnicas.

    Espero que, usando eles como referência, facilite o seu dia a dia de trabalho.

    No site Gerdau, no link “Produtos e Serviços” é possível encontrar outros catálogos de produtos.

    Catálogo Barras e Perfis.

    Tabela de Bolso Barras e Perfis.

    Obrigado pelo contato.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  74. Gustavo disse:

    Olá,

    Gostaria de saber se o aço ASTM-A36 pode ser utilizado para temperaturas de trabalho variando entre 60 e -20 °C? Caso não, favor mencionar algum aço que tenha tal característica.

    Obrigado,
    Gustavo.

  75. Sr. Ferraz disse:

    Olá Gustavo,

    A norma ASTM A36 prescreve, basicamente, composição química (%C, %Mn, %P, %S, %Si e %Cu) e propriedades mecânicas (limite de escoamento, limite de resistência e alongamento) do aço. Ela não traz requisitos de tenacidade (isto é, ensaio Charpy). Desse modo, o produtor deste aço não se obriga a atender este requisito.

    Entretanto, na última página da norma, pode-se ler, nos “Requisitos Suplementares”, a possibilidade de fornecimento deste aço com requisito de tenacidade (p.ex., 27J@-20oC). Estes requisitos “suplementares” são acordados no momento de compra do produto, entre comprador e produtor. Trata-se de uma característica “especial”, não prescrita na norma, e, como tal, implicará em um acréscimo no preço do produto.

    Sugiro a utilização de um aço naval. Um aço que atenda à ASTM A131 (p.ex., grau DH32). São aços desenvolvidos para esta finalidade. Possuem grão fino, forma (e também distribuição e quantidade) de inclusões não metálicas controlada, baixo carbono equivalente (< 0,40%) e requisitos de tenacidade.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  76. Danilo disse:

    Bom dia, gostaria de saber qual a diferença do aço ASTM A-36 para o SAE 1020.

    Obrigado.

  77. Sr. Ferraz disse:

    Olá Danilo!

    Agradeço o contato e aproveito para informar que, a sua dúvida é a mesma de muitos profissionais. Por isso, no próprio Bate papo é possível encontrar a comparação entre as duas normas (feita anteriormente).

    A ASTM A36 é uma norma de propriedade mecânica, onde os seus produtos visam fins estruturais, ela estipula os Limites de Escoamento (Fase Elástica), Limite de Resistência (Fase Plástica) e Alongamento % (O quanto o produto alongou).

    A composição Química da ASTM A36 visa atender as propriedades e para tanto estipula um manganês de 0,60% a 0,90%.

    Já o aço SAE 1020 é regido pela norma SAE J403, estipula composição química, não prevê propriedade mecânica, amarra simplesmente valores de Carbono (C), Manganês (Mn), Enxofre (S) e Fósforo (P), conforme composição abaixo.

    DIFERENÇAS

    • Composição Química:

    – C% Mn% P, Máx S Máx
    SAE 1020
    0,18 a 0,23 0,30 a 0,60 0,030 0,050
    ASTM A36
    0,00 a 0,26 0,60 a 0,90 0,030 0,050

    • Aplicação:

    SAE 1020 - Indústria Mecânica, não serve para fins estruturais.
    ASTM A36 - Fins estruturais, não indicado para fins mecânicos (Usinagem, Trefila e Descascamento).

    Um grande abraço,
    Sr. Ferraz

  78. DEONIR MARONESI disse:

    QUAL É A NORMA EQUIVALENTE PARA O ASTM A519?

  79. Sr. Ferraz disse:

    Olá Deonir,

    A norma ASTM A519 (Seamless Carbon and Alloy Steel Mechanical Tubing) tem como equivalência as seguintes normas:

    · EN10305-1: Steel Tubes for Precision Applications – Technical Delivery Conditions – Part 1: Seamless Cold Drawn Tubes. A Euronorma substituiu a DIN2391-1 e 2391-2. NORMA EUROPÉIA.

    · JIS G3441: Alloy Steel Tubes for Machine Purposes. NORMA JAPONESA.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  80. Jefferson disse:

    Bom dia…

    Tenho um projeto de instalação de um equipamento onde a especificação do material é ASTM A36 em seu desenho, porém para a fabricação deste equipamento a proposta comercial enviada por uma empresa terceira é feito em SAE 1020.

    Por se tratar de projeto de socador de grande porte, estou com dúvida se posso adotar o SAE 1020. Essa indicação da terceira talvez seja para diminuir o custo.

    Qual material adotar?

    Obrigado…
    Jefferson

  81. Sr. Ferraz disse:

    Olá Jefferson,

    Essa é uma boa pergunta, até porque estamos falando de dois materiais com propriedades mecânicas e químicas semelhantes, mas não idênticas.

    O aço ASTM A36 é destinado/indicado para fins estruturais, onde são necessários ensaios mecânicos nas laminações para garantia das propriedades mecânicas requeridas por norma (Tensão ou Limite de Escoamento mínimo de 250MPa e Limite de Ruptura mínimo de 400MPa).

    Enquanto isso, o aço 1020, assim como o 1030, 1045 ou 1060, não requerem garantia de propriedades mecânicas, limitando sua liberação ao mercado somente pelo atendimento da faixa de composição química.

    No que diz respeito a Composição Química, o aço ASTM A36 possui uma faixa de teor de manganês (Mn) de 0,60% a 0,90%. Já o SAE 1020 a faixa é de 0,30% a 0,60%

    O Carbono especificado na norma ASTM A36 é no máximo de 0,26%. Já no SAE 1020 é de 0,18% a 0,23%.

    Geralmente, quando se projeta um equipamento e o aço ASTM A36 é indicado, todos os cálculos utilizados são baseados utilizando 250MPa de Tensão de Escoamento.

    Em função disso, sugere-se que utilize nesse projeto um aço que tenha garantia de tensão de escoamento mínima de 250MPa, nesse caso, o A36.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  82. Matheus Santiago disse:

    Sr. Ferraz,

    Parabéns pelo seu forum, muito interessante e ajuda muito nós profissionais do aço a solucionar algumas dúvidas corriqueiras do dia a dia.

    Abraços,
    Matheus Santiago

  83. Sr. Ferraz disse:

    Olá Matheus,

    Agradeço o seu elogio e fico muito contente por saber que este canal tem ajudado você e demais profissionais a exercerem suas atividades.

    Não deixe de acompanhar também as novidades no portal do Programa Profissional do Aço.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  84. Roberta disse:

    Olá Sr. Ferraz,

    Gostaria de saber, se a norma ANSI B18.21.1 que trata de arruela de pressão
    formaliza o tipo de aço que deve ser usado e a classe de resistência mecânica.

    A dúvida surgiu quando questionei uma descrição técnica que mencionava somente que era arruela de pressão norma ANSI B 18.21. e classe 5.8, questionei qual o aço e me responderam que era obvio que seria 1020, o que na minha cabeça seria possível eu ter outro aço na mesma norma e classe de resistência 5.8 para a arruela.

    Sr. Ferraz, estou tão equivocada assim?

    Obrigada pela ajuda desde já.

  85. Sr. Ferraz disse:

    Olá Roberta,

    A norma ANSI B 18.21.1 – ARRUELAS DE PRESSÃO – é sobre requisitos dimensionais, propriedades físicas e ensaios. Não é uma norma de composição química.

    Se pensarmos apenas nesta norma, temos uma ampla opção de aços possíveis de serem utilizados. Utiliza-se aços de baixo a alto carbono e também inoxidáveis para a fabricação de arruelas.

    Já quando é citada classe de resistência 5.8, normalmente utilizada para parafusos e demais elementos de fixação, algumas propriedades mecânicas são requeridas, como Limite de Resistência, Limite de Escoamento e Dureza HRB. As especificações para cada classe de resistência estão citadas na norma ISO 898-1. A composição química descrita na norma para esta classe de resistência é a que segue:

    Aço Carbono

    C: Máximo 0,55%
    P: Máximo 0,050%
    S: Máximo: 0,060%
    B: Máximo 0,0030%

    Pelo que vimos, pensando na Classe de Resistência 5.8, pode-se utilizar aços de baixo a médio carbono, no qual entra o SAE 1020, mas não apenas ele. Portanto, não estás equivocada.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  86. Débora disse:

    Boa tarde,

    Por gentileza, somos revenda, meu cliente precisa de:
    Chapas Aço G40.21-44w Dimensão 6000 x 2000 x 12 mm
    Chapas Aço G40.21-44w Dimensão 3000 x 1500 x 16 mm.
    Chapas Aço G40.21-44 Dimensão 2000 x 1500 x 20 mm.
    Chapas Aço G40.21-44w Dimensão 3000 x 2000 x 30 mm.

    Porém, não encontro no mercado. Tem algum outro material similar que pode ser substituído?

    Por gentileza, normas equivalentes:
    ASTM A1011 SS GRAU 45.
    ASTM A1011 SS GRAU 50 CLASSE 1.

    Posso substituir as normas equivalentes abaixo PELO ASTM A572 grau 70?
    • ASTM A1011-SS Grau 45
    • ASTM A1011 –SS Grau 50 classe 1
    • ASTM A935-50 Classe 1
    • SAE J1392 050 YHK

    Desde já agradeço.

  87. Sr. Ferraz disse:

    Olá Débora,

    Após pesquisas sobre os seus questionamentos, formulei algumas considerações e conclusão final.

    Seguem respostas, conforme suas dúvidas enviadas.

    1) A norma G40.21 44w especifica as propriedades:

    - Resistência à Tração: 65 – 85 ksi (448 – 620 MPa)
    - Limite de Escoamento: mín. 44 ksi (304 MPa)
    - Alongamento: mín. 18%

    São chapas de aço carbono, estrutural & HSLA (High Strength Low Alloy / Aço de alta Resistência e Baixa Liga)

    2) Realmente as normas ASTM A1011-SS Gr. 45 / ASTM A1011-SS Gr. 50 classe 1 / SAE J1392 050 YHK são equivalentes a norma G40.21 44w.

    ASTM A1011 SS Gr. 45 – LR = mín. 410 MPa / LE = mín. 310 MPa / AL = mín. 19%
    ASTM A1011 SS Gr. 50 classe 1 – LR = mín. 450 Mpa / LE = mín. 340 MPa / AL = mín. 17%
    SAE J1392 050 YHK – LR = mín. 450 MPa / LE = mín. 340 MPa / AL = mín. 22%

    Não encontrei informações sobre a norma ASTM A935-50 classe 1.

    3) A norma ASTM A572 especifica o Grau 65 como o maior, sendo as propriedades mecânicas: LR =mín. 550 MPa / LE = mín. 450 MPa / AL = mín. 17%

    Normalmente é comercializado o aço segundo a norma ASTM A572-Gr. 50 que possui a especificação: LR = mín. 450 MPa / LE = mín. 345 MPa / AL = mín. 16%, que atende as propriedades especificadas pela norma G40.21 44w

    4) Pode-se utilizar a planilha abaixo como comparativo.

    http://acaogerdau.com.br/profissionaldoaco/blog/tabela2.jpg

    Existem várias equivalências possíveis mas, considerando o grau de dificuldade de encontrar ou encomendar o material no mercado nacional, a mais viável é o ASTM A572 Grau 50.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  88. João Pereira disse:

    Boa tarde, gostaria de saber qual a tempratura em C° que uma chapa ASTM A36 suportaria sem danificar sua estrutura.

  89. Sr. Ferraz disse:

    Olá João,

    Como entendo, a pergunta se refere à perda de resistência mecânica de um aço ASTM A36 em função da temperatura.

    Os aços – assim como todos materiais de engenharia – perdem resistência e rigidez com o aumento de temperatura. A norma brasileira ABNT NBR 14323 “Dimensionamento de estruturas de aço e de estruturas mistas aço-concreto de edifícios em situação de incêndio” traz a variação de resistência e rigidez para o aço, a diferentes temperaturas:

    http://acaogerdau.com.br/profissionaldoaco/blog/grafico.jpg

    De modo geral, pode-se afirmar que o aço somente começa a perder resistência à cerca de 400ºC. Entretanto, a perda de rigidez acontece bem antes – já acima dos 100ºC – o que levará à distorções dos componentes.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  90. Fabio disse:

    Boa tarde!

    Quero saber como faço a medição de cantoneira, quais são as partes que tenho que medir ex. 1.1/2×3/16, como faço para chegar a este número?

    Grato.

  91. Sr. Ferraz disse:

    Olá Fábio,

    cantoneira e medida pela sua largura e espessura, a representatividade do dimensional de uma cantoneira é 1 ½ x1 ½ x 3/16” pois se trata de cantoneiras de abas iguais.

    Onde na tabela abaixo faz a correspondência entre local e medida, neste caso a letra “b” que representa a largura que neste caso o nominal em polegadas é 1 1/2”= 38,10mm ( milímetros) e “t” a espessura que neste caso em polegadas 3/16” = 4,76mm (milímetro) valor nominal, lembrando que estas medidas podem variar para mais e para menos segundo norma NBR 15980.

    Como instrumento para esta medidas devem ser utilizado um Parquímetro, que deve ser posicionado na peça no mesmo sentido das setas correspondentes na figura.

    Conta para chegar no valores :

    http://acaogerdau.com.br/profissionaldoaco/blog/Desenho.jpg

    Para transformar Polegada em milímetros basta saber que 1” (polegada) = 25,4mm (milímetros) ou seja para ½” ( meia polegada) basta dividir 25,4mm /2 = 12,70mm.
    Ou seja 1’ ½” = 25,4mm + 12,70mm = 38,10m

    http://acaogerdau.com.br/profissionaldoaco/blog/Desenho_2.jpg

    http://acaogerdau.com.br/profissionaldoaco/blog/tabela3.jpg

    Clique aqui para visualizar o Catálogo de Bolso de Barras e Perfis.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  92. Marcel disse:

    Bom dia Sr. Ferraz,

    Posso substituir aço A-36 por COS CIVIL 300 e por ASTM A1011-36?
    A aplicação será chapas para travamento e montagem de telhado.

    Grato.

  93. Sr. Ferraz disse:

    Olá Marcel,

    Para facilitar a nossa análise, segue abaixo tabela comparativa entre os aços citados:

    https://www.profissionaldoaco.com.br/PPA_novo/application/upload/interacoes/201812061172013128172719.jpg

    Considerações:

    - Já podemos descartar de imediato o ASTM A1011 GR36 Tipo 1, já que o Limite de Resistência é menor que o requerido pela ASTM A36.

    - Todas as demais qualidades atendem aos requisitos de LE e LR do ASTM A36, porém, ainda temos a especificação mínima de alongamento (comparação com L0= 200 mm) que no ASTM A36 é 20%. Todas as demais qualidades possuem requisitos de alongamento abaixo do mínimo especificado para o ASTM A36.

    Se formos analisar a substituição apenas pela propriedades requeridas, o COS CIVIL 300 e o ASTM A1011 GR36 Tipo 2 não poderiam substituir o ASTM A36, pois o alongamento (DUCTILIDADE) mínimo requerido desses aços está abaixo do mínimo do ASTM A36.

    Como sugestão Marcel, verifica com o responsável pelo projeto (chapas para travamento e montagem de telhado) quais as forças envolvidas, pois talvez nesse caso, a pouca diferença no alongamento dos aços que gostarias de utilizar não afetará a aplicação final. Lembrando que estamos analisando com base nas especificações de norma, pois cada corrida de aço vai ter um valor de propriedades mecânicas, podendo estar com alongamento igual ou acima de 20%, já que o COS CIVIL 300 é MÍNIMO 18% e o ASTM A1011 GR36 Tipo 2 é MÍNIMO 16%, mas não podemos contar com a sorte.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  94. Airton disse:

    Qual a diferença da chapa A 36 para civil 300?

    Os materiais são equivalentes?

  95. Sr. Ferraz disse:

    Olá Airton,

    Obrigada pelo contato!

    Segue abaixo tabela ilustrativa para auxiliar na sua dúvida:

    https://www.profissionaldoaco.com.br/PPA_novo/application/upload/interacoes/201812061172013128173632.jpg

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  96. Beraldo disse:

    Boa Tarde!
    Sr. Ferraz,

    Tenho que construir um dispositivo de elevação, o meu cliente especificou Aço SS41, posso usar A36 ou SAE 1030.

    Agradeço deste já pela atenção.
    Grande abraço.

  97. Sr. Ferraz disse:

    Olá Beraldo,

    A SS41 ou SS400 é uma norma Japonesa (JIS) utilizada normalmente para chapas que, comparando com a norma Americana ASTM, tem como equivalência a norma A36.

    Tabela abaixo (fonte ANSON STEEL, site http://www.ansonsteels.com/) mostra essa comparação.

    https://www.profissionaldoaco.com.br/PPA_novo/application/upload/interacoes/20181206117201312917011.jpg

    Abaixo, a comparação de composição química e propriedades mecânicas:

    https://www.profissionaldoaco.com.br/PPA_novo/application/upload/interacoes/20181206117201312917021.jpg

    Baseando-se em tabelas e comparações de propriedades químicas e mecânicas, é possível afirmar que pode ser utilizado o ASTM A36 em substituição à norma JIS SS41.

    Não se indica a utilização do Aço 1030 por não apresentar exigências de propriedades mecânicas, ao contrário do A36 e SS41, que possuem limites de ruptura e escoamento controlados.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  98. Fabio disse:

    Sr. Ferraz, dando continuidade as informações sobre medidas, quais são as partes para medir perfil W e perfil enrijecido?

  99. Sr. Ferraz disse:

    Olá Fábio,

    Perfil W

    As dimensões do perfil W podem ser obtidas diretamente pela medida das partes que compõem a seção transversal do perfil. São elas:

    https://www.profissionaldoaco.com.br/PPA_novo/application/upload/interacoes/20181206712013261796.jpg

    h – altura interna do perfil (descontando as espessuras das mesas)
    d – altura total da seção transversal
    d’ – comprimento da alma
    t f – espessura da mesa
    tw – espessura da alma
    bf – largura da mesa

    Perfil Enrijecido – Exemplo perfil U enrijecido:

    https://www.profissionaldoaco.com.br/PPA_novo/application/upload/interacoes/201812067120132617915.jpg

    h – altura total da seção transversal
    b – largura da mesa do perfil
    d – comprimento do enrijecedor
    e – espessura do perfil

    Abraço,

    Sr. Ferraz

  100. Ricardo Lima disse:

    Olá, Sr. Ferraz!

    Tenho que fabricar umas abraçadeiras de tubos para um cliente e ele me pede uma parte em ASTM A-36 e outra parte em SAC 350.

    Como não sei onde ele irá utilizar estas abraçadeiras, gostaria de saber a diferença entre estes materiais.

    Obrigado!

  101. Sr. Ferraz disse:

    Olá Ricardo,

    A norma ASTM A36 especifica um aço estrutural de média resistência ainda muito utilizado em nosso mercado. Por outro lado, o aço denominado SAC 350 - um produto USIMINAS - corresponde à um aço estrutural de baixa liga e alta resistência mecânica, resistente à corrosão atmosférica. É um aço patinável (assim como o ASTM A588, Cor-Ten, COS-AR-COR, etc.).

    A razão da escolha está ligada, provavelmente, ao controle da corrosão galvânica. Aços patináveis são mais “nobres”, em termos eletroquímicos, do que os aços estruturais comuns. Quando eletricamente conectados, aços patináveis e aços carbono comuns podem desenvolver uma pilha galvânica, que promove o aumento da taxa de corrosão do componente menos nobre – neste caso, o aço ASTM A36. Assim, o seu cliente está eliminando uma fonte potencial de problemas futuros, relativos à durabilidade de seus tubos e abraçadeiras, quando utiliza as abraçadeiras corretas.

    O aço ASTM A36 é um aço ao carbono-manganês. Como tal, sua composição química exigida pela norma compreende, basicamente, os elementos químicos C, Mn, Si, S e P. Por outro lado, o SAC 350 traz uma composição balanceada que inclui, além destes elementos químicos citados, outros, como Cu, Ni e Cr.

    Insiro aqui um artigo que pode ajudar. História, comportamento e uso dos aços patináveis.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  102. Marcio disse:

    Existe chapa ASTM A36 com espessura de 1,2mm?

  103. Sr. Ferraz disse:

    Olá Márcio,

    Não é uma prática de mercado a fabricação desta chapa ASTM A-36 na espessura de 1,20mm.

    Para este aço ASTM A-36 a menor espessura identificada nos catálogos da Usiminas e CSN é = 4,57mm.

    Para esta espessura 1,20mm identificamos somente o material SAE 1006 e 1008.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  104. Ariana disse:

    Prezado Sr. Ferraz,

    Gostaria de saber qual o aço equivalente ao SAE1045 de acordo com a norma européia?

    Agradeço antecipadamente.

    Ariana Sudario.

  105. Sr. Ferraz disse:

    Olá Ariana,

    A SAE J403 especifica somente a composição química dos aços. Segue abaixo a especificação do aço 1045.

    https://www.profissionaldoaco.com.br/PPA_novo/application/upload/interacoes/17714150214201322511344.jpg

    Quando se fala de classificações européias, podemos citar, por exemplo, a DIN 17200 (alemã), a BS 970 (inglesa) e a NFA 33-101 (francesa).

    Com a unificação européia, o Comitê Europeu de Normalização atuou com o objetivo de consolidar um sistema único de normas para os países membros identificado pela sigla EN que vem para substituir as normas adotadas em cada país. Embora já exista uma norma européia, as normas de cada país continuam muito populares e você pode se deparar com muitas situações que fazem referência a norma alemã DIN por exemplo.

    Segue abaixo tabela com alguns aços que podem ser considerados equivalentes ao SAE 1045 conforme as respectivas classificações:

    https://www.profissionaldoaco.com.br/PPA_novo/application/upload/interacoes/177141502142013225113411.jpg

    Vale ressaltar que a composição química pode não ser exatamente igual a do SAE 1045, mas sim equivalente. Para exemplificar, segue abaixo composição do SAE 1045, do C45 - 1.0503 e do C45E - 1.1191.

    https://www.profissionaldoaco.com.br/PPA_novo/application/upload/interacoes/177141502142013225113418.jpg

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  106. Deivis disse:

    Aonde posso encontrar o material SAE j1392 080 XF?

  107. Sr. Ferraz disse:

    Olá Deivis,

    Para começar, irei responder a pergunta básica:

    Que aço é este? A norma em questão (de fato, a especificação) é considerada obsoleta. Foi substituída pela SAE J2340 Grau 550X. Trata-se de material plano, de alta resistência, laminado a quente. Ninguém produz este aço, com a exata especificação, no Brasil.

    Quais são os aços que guardam certa semelhança com este aço? As normas que tem semelhança com esta norma SAE são o ASTM A1011 HSLAS-F Grau 80 e ASTM A1018 HSLAS-F Grau 80.

    Quem produz estes aço no Brasil? A USIMINAS produz aços que atendem estas normas (ASTM A1011 e ASTM A1018), mas, com graus inferiores (isto é, de menor resistência). O aço SAE J1392 080 XF possui Limite de Escoamento mínimo de 550 MPa.

    Estou anexando o catálogo de Tiras a Quente da USIMINAS para verificar a especificação destes aço.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  108. Marco Aurélio Giacon disse:

    Bom dia Sr. Ferraz!

    Um cliente me pediu pra tapar um vão com chapas de aço.

    Este vão terá 1,2m x 10m e passará por cima dele caminhões cegonha (aqueles que transportam carros). Minha pergunta é:

    Qual a espessura e o tipo de material recomendável pra este serviço?

    Grato,

    Marco Giacon

  109. Sr. Ferraz disse:

    Olá Marco Aurélio,

    Na situação abaixo indicamos a utilização de grade de piso apoiada em uma malha de perfis W 150×18 com vão 1m e comprimento 1,2m (ver figura abaixo).

    https://www.profissionaldoaco.com.br/PPA_novo/application/upload/interacoes/2018119283201336113947.jpg

    Para um veículo de 45tf de peso total (Trem-Tipo TB45 conforme NBR 7188), sendo carga máxima por roda 7,5tf e distribuída 500kgf/m², a grade GRG-6-225 (referência Cosiaço) suporta uma carga distribuída de 686kg/m² para vão de 1m. A grade deve ser também verificada para a carga concentrada representada pela roda do veículo - 7,5tf área de contato 20×50cm (consultar fabricante).

    Maiores informações podem ser obtidas no site do fabricante de referência (www.cosiaco.com.br).

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  110. Lucas disse:

    Bom dia Sr. Ferraz,

    Quero substituir o metal Cor 350 por outros metais que tenham o mesmo limite de escoamento de 350 MPa, sei que o A572 seria, mas quais você me indica? Obrigado

  111. Sr. Ferraz disse:

    Olá Lucas,

    O aço ASTM A 572, tem de fato o mesmo Limite de Escoamento mínimo do COR 350 (350 Mpa), conforme você mencionou. No entanto, este aço não tem a mesma resistência à corrosão atmosférica que o COR 350.

    Para atender a todas as necessidades do COR 350, o aço indicado é o ASTM A588. Além de atender o Limite de Escoamento mínimo de 350 Mpa, este aço tem maior resistência à corrosão atmosférica quando comparado com um Aço Carbono de uso comum.

    Se quiser, acesse o site da Gerdau, no link “Produtos” você pode fazer o download do catálogo de Barras e Perfis onde existem mais informações sobre os diferentes tipos de aço. Além deste, existem outros catálogos da linha de produtos Gerdau. Abaixo segue o link para facilitar:

    http://www.gerdau.com.br/produtos-e-servicos/produtos-por-aplicacao.aspx

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  112. FELIPE disse:

    Sr. Ferraz,

    Gostaria de saber se posso substituir o aço ASTM 131 AH36 pelo aço ASTM A36 referente a estrutura secundária perfil L e U.

    Outra pergunta seria se posso substituir o aço ASTM A131 GR.A pelo aço ASTM A36 chapas estruturas secundária e terciária

  113. Sr. Ferraz disse:

    Olá Felipe,

    Não.
    A substituição do aço naval (A131 AH36) pelo A36 não pode ser feita. Uma estrutura secundária tem sua responsabilidade. O ASTM A131 AH36 e o ASTM A36 possuem composição química e propriedades mecânicas muito distintas.

    A substituição do A36 pelo aço naval é, a princípio, possível.

    De qualquer modo, recomendo que o projetista da estrutura seja consultado. Ele avaliará as substituições possíveis, e as conseqüências de uma possível falha estrutural (de estrutura secundária).

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  114. Anderson disse:

    Qual a tolerância para espessura de chapas ASTM A36, de 5,00mm até 25,40?
    Consultamos a norma A6/A6M porém não compreendemos se a tolerância seria: dimensão +/-0,80 ou dimensão +/-0,40 ?

  115. Sr. Ferraz disse:

    Olá, Anderson !

    Conforme a tabela A1.1 – referência da norma ASTM A6/ A 6M abaixo, as tolerâncias da espessura dependem da faixa de largura.
    Porém, a regra é a seguinte:

    Tolerância inferior (-) = 0,3mm para todas as espessuras e larguras.

    Tolerância superior (+) = (depende da espessura x largura).
    Ex.: espessura 5,0mm x larg. até 1200 = 0,8mm.
    Ex.: espessura 25,0mm x larg. até 1200 = 0,9mm.

    Obs.: Podemos utilizar também como referência a norma NBR 11889. Porém, apresenta valores de tolerância
    mais apertados do que a norma ASTM.

    https://www.profissionaldoaco.com.br/ppa_novo/application/upload/interacoes/17714137672013410143230.jpg

    Espero ter ajudado !
    Qualquer dúvida entre em contato novamente.

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  116. Marinho disse:

    Sr. Ferraz,

    Gostaria de saber se poderia aquecer á maçarico um chumbador(1020) de 2 pol, a dúvida se há alteração nas propriedades mecânicas e físicas?

  117. Sr. Ferraz disse:

    Olá Marinho .

    Acredito que o objetivo do aquecimento seja para realizar dobramento.
    No dobramento esta barra deve ter alterações pouco significativas nas propriedades mecânicas, provocado pelo alongamento na região dobrada.
    Sugiro tomar os seguintes cuidados:

    • Deixar esfriar normalmente após aquecimento e dobramento.
    • Não deixar aquecer por longo período para não forma microestrutura grosseira (10 minutos máximo).
    • Aquecer uma região equivalente a três vezes diâmetro da barra, para evitar esforços excessivos concentrados em uma região muito pequena.

    Seguindo estas orientações você pode aquecer com o maçarico.

    Obrigada por entrar em contato !
    Abraços,
    Sr. Ferraz

  118. José Francisco disse:

    Bom dia Sr. Ferraz,

    Gostaria de saber se posso soldar uma chapa de aço ASTM A572-grau 50 em uma chapa de aço ASTM A36?

    Qual será o melhor eletrodo?

    Abraços,
    José Francisco

  119. Sr. Ferraz disse:

    Olá José Francisco,

    Em relação a soldabilidade dos aços ASTM A 572 com A 36, a soldagem pode ser realizada sem problema.

    Os dois aços são compatíveis e de boa soldabilidade.

    Para a indicação do eletrodo devemos tomar como referência o aço de menor resistência, neste caso (ASTM A 36) e tomar como base para a escolha do eletrodo as propriedades mecânicas da chapa x eletrodo.

    Propriedades mecânicas:

    https://www.profissionaldoaco.com.br/PPA_novo/application/upload/interacoes/1771413767201341892925.jpg

    Valores simples são mínimos.

    Neste caso o eletrodo indicado é o E-7018, podendo utilizar também o arame MIG ER70S-6.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  120. Antonio Carlos disse:

    Olá Sr. Ferraz,

    Recebi um projeto de estrutura metálica de cobertura, composta por tesouras, terças e colunas que partem dos blocos de fundação (é um galpão com piso e cobertura sem paredes).

    O projetista especificou chumbadores de 5/8″ partindo dos blocos (chumbadores de pré-concretagem) para parafusar os pés das colunas, porém, sem especificar o material.

    Ele deve ter feito isso em uma memória de cálculo, porém, não há como saber no momento.

    Assim, eu pergunto: Para chumbadores desse tipo, qual o aço mais recomendado? CA 25 ou ASTM A36? Há uma tabela comparativa entre os dois materiais? Qual a diferença entre barra redonda laminada e trefilada do A36?

    Desde já agradeço.

    Atte.,

    A.C.

  121. Sr. Ferraz disse:

    Olá Antônio Carlos,

    Para a utilização de chumbadores de Ø 5/8” o correto é trabalhar com os aços ASTM A-36 ou 1020 trefilado e conformado a frio.

    Caso queria maiores informações segue aqui catálogo (com capacidade de carga ensaiada na USP) de um fabricante de chumbador com aço utilizado nos produtos da Gerdau.

    Site: http://www.jgoncalves.com.br

    Qualquer dúvida estou à disposição.

    Abraço,
    Sr. Ferraz

  122. Ubiratan Portes disse:

    Bom dia!
    Tenho um cliente que está reformando sua caldeira, nas laterais foi utilizado chapas em aço a285, porém no espelho estamos estudando a possibilidade de utilizar o aço ASTM A36. O Aço A36 suporta variação de calor? Pode ser utilizado para essa finalidade? Obrigado.

  123. Sr. Ferraz disse:

    Olá, Ubiratan !

    Não existem diferenças significativas entre os aços ASTM A283 e ASTM A36. Ambos são aços estruturais comuns. O ASTM A36 possui propriedades mecânicas superiores aos graus A, B e C do aço ASTM A283, mas a composição química é aproximadamente a mesma. O aço ASTM A283 grau D apresenta propriedades mecânicas muito semelhantes ao ASTM A36 (assim como composição química). Nenhum destes aços é adequado para trabalho em altas temperaturas ou quando a fratura seja uma propriedade crítica, a ser considerada. O aço ASTM A285 Grau C (ou ainda o ASTM A516 Graus 60 ou, ainda, 70) apresenta propriedades adequadas ao seu uso particular.

    Obrigado por seu contato.
    Abraços,
    Sr. Ferraz

  124. Simone Pinto disse:

    Boa tarde Sr. Ferraz,

    Preciso comprar caçambas estacionárias para entulhos - 4m e 5 m cúbicos, o mercado me oferece aço A36 - 3/16″ e 1020 - 1/8″. Qual é o indicado para esse tipo de finalidade?
    Obrigada.

  125. Sr. Ferraz disse:

    Olá Simone !

    Temos duas variáveis nesse seu questionamento: Aço A36 ou 1020? Espessuras de chapa 1/8” ou 3/16”?
    No que se refere ao aço, tanto o A36 quanto o aço 1020 vão atender perfeitamente sua necessidade. Possuem variações de alguns elementos químicos, mas estão no mesmo patamar de resistência mecânica (característica importante para essa aplicação).

    Para definição da espessura de chapa mais adequada, é necessário conhecer o tipo de carga que teremos nas caçambas. Caso seja entulho pesado (entulho de sucata metálica, concretos,…), acima de 5t, indica-se a utilização de chapas 3/16, tanto no fundo quanto nas laterais da caçamba. Caso seja entulho leve (madeiras, pallets,….), indica-se a utilização de chapa 3/16 no fundo e 1/8 em suas laterais.

    Abaixo, contato de um fabricante de caçambas de Curitiba/PR.

    Contato: Sr. Francis
    Empresa: Calos Metalurgia
    Fone: (41) 3088-3301
    e-mais: francislei@stahlluz.com.br

    Espero ter ajudado.
    Obrigado pelo contato !

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  126. Janine disse:

    Bom dia!

    Compramos um conteiner em aço ASTM A36, faz 1 ano que ele está instalado em uma Estação de Tratamento de Esgotos. Sua estrutura está com diversos pontos de oxidação. Existe algum material técnico que eu possa utilizar para defender a garantia do material por utilizar este tipo de aço, perante o fornecedor? É comum a corrosão deste material por simplesmente estar ao tempo e próximo de locais que exalem gases oxidantes ?

    Obrigada

    Janine

  127. Sr. Ferraz disse:

    Olá Janine !!

    A corrosão atmosférica dos aços ao carbono é função da química e física da atmosfera (materiais sólidos, líquidos e gasosos presentes, que se depositam ao longo do tempo, e também da direção preferencial dos ventos, etc.), da composição química e microestrutural do aço carbono, da qualidade do detalhamento do projeto (que pode ou não ajudar a promover a corrosão), etc.Uma estação de tratamento de esgotos é um ambiente atmosférico considerado como sendo de alta agressividade. Ocorre grande liberação de gases agressivos ao aço – especialmente aqueles que contêm enxofre na molécula. Alguns destes gases bem conhecidos são o dióxido de enxofre (SO2) e o gás sulfídrico (H2S).
    Este (seu) ambiente é tão agressivo quanto o de várias áreas industriais bem conhecidas.Imagino que o contêiner seja protegido por pintura. O sistema aplicado deve, assim, ser especificado para um ambiente atmosférico agressivo. Veja a página 29 do Manual em anexo. O grau de agressividade a ser considerado na especificação do sistema de pintura, neste caso, é o C5-M (ou seja, ambiente de muito alta agressividade, industrial). Assim, o adequado seria especificar um sistema de proteção como o C5I.05.Bem especificado, em termos de tipo de resina (p.ex., epoxídica) e espessura, um sistema de pintura pode garantir proteção por mais de 15 anos, antes dos primeiros retoques. Este é o ponto. O contêiner deveria ter sido protegido de forma adequada frente à agressividade da atmosfera (agressiva). Se o fabricante do contêiner não sabia, de antemão, o uso (e o local de uso) do contêiner, é provável que tenha utilizado um sistema de pintura “genérico” – adequado para um ambiente de agressividade mediana. Daí o aparecimento da corrosão muito antes do esperado.
    Sua resposta é sim - é comum a corrosão deste material nesta condição, quando a pintura foi mal especificada ou mal aplicada.Se o contêiner fosse confeccionado em aço patinável, ele estaria em melhores condições. Estes aços se prestam muito bem a estes ambientes.

    Qualquer dúvida, entre em contato novamente.

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  128. REINALDO disse:

    Sr. Ferraz,
    Preciso fabricar uma base com chapa de 1″, o cliente pede o aço CSA G40.21 44W.
    Qual a diferença desse aço para o ASTM A36 ?

    Desde já agradeço

  129. Sr. Ferraz disse:

    Olá, Reinaldo!

    O aço fabricado utilizando a norma G40.21 44w é mais resistente do que o aço fabricado utilizando a norma ASTM A36. Vide comparação de suas propriedades mecânicas abaixo:

    1) A norma G40.21 44w específica as propriedades:

    • Resistência à Tração: 65 – 85 ksi (448 – 620 MPa)
    • Limite de Escoamento: mín. 44 ksi (304 MPa)
    • Alongamento: mín. 20%

    2) A norma ASTM A36 específica as propriedades:

    • Resistência à Tração: 58 – 80 ksi (400 – 550 MPa)
    • Limite de Escoamento: mín. 36 ksi (250MPa)
    • Alongamento: mín. 18%

    No entanto, o aço fabricado com referência na norma ASTM A572-Gr. 50, possui a especificação:
    LR = mín. 450 MPa / LE = mín. 345 MPa / AL = mín. 16%, que atende as propriedades específicadas pela norma G40.21 44w.

    Existem várias equivalências possíveis mas, considerando o grau de dificuldade de encontrar ou encomendar o material no mercado nacional, a mais viável é a utilização do ASTM A572 Grau 50.
    Mesmo assim, é sempre necessário a contratação entre fabricante/cliente da alteração do tipo de aço a ser utilizado.

    Espero ter ajudado.

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  130. Rodrigo disse:

    Olá, Sr Ferraz.
    Por quê o aço ASTM A36 tem esse nome? Qual o significado do “A” e o número 36?
    Obrigada

  131. Sr. Ferraz disse:

    Caro Rodrigo,
    O termo “A” designa, dentro do acervo de normas da ASTM, aqueles materiais considerados ferrosos. O número “36” designa o valor do Limite de Escoamento do aço: 250 MPa (ou 36 ksi, no Sistema Imperial).

    Espero ter ajudado,

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  132. Rebeca disse:

    Olá, Sr Ferraz

    Estou fazendo um trabalho na faculdade sobre a influência do teor de carbono nas propriedas mecânicas de aços normalizados e recozidos(aço 1020 e 1045). Preciso de uma tabela com resultados esperados para os ensaios de tração, dureza e impacto para os respectivos aços. So que não acho em nenhum site nem artigos.. você poderia me indicar algum lugar pra eu poder procurar?

    Atensiosamente,

    Rebeca Ferraz

  133. Sr. Ferraz disse:

    Olá, Rebeca!

    Uma fonte onde você irá encontrar estes resultados é no ASM Metals Handbook Volume 4 – Heat Treating. Nesta publicação há uma tabela de propriedades mecânicas (Resistência à tração, Escoamento, Alongamento, Dureza, e Impacto) de diversos aços SAE nas condições Laminado, Normalizado e Recozido. Abaixo estão alguns dados, mas no livro você pode consultar a informação completa.

    https://www.profissionaldoaco.com.br/ppa_novo/application/upload/interacoes/17714137672013517164444.jpg

    Espero ter ajudado.

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  134. Newton kodi Takano disse:

    Boa tarde Sr. Ferraz.

    Sabemos que o aço A-36 tem sua tensão admissível de escoamento de 250 Mpa. E qual a tensão de escoamento do aço CA-50?

    Antecipadamente grato

  135. Sr. Ferraz disse:

    Boa Tarde Newton!

    A Resistência Característica de escoamento do Aço CA50 é igual a 500 Mpa – ABNT NBR7480/2007.

    Qualquer dúvida, entre em contato novamente.
    Espero ter ajudado,

    Abraços,
    Sr Ferraz

  136. Ernesto Vanderlei disse:

    Boa tarde, Sr Ferraz tenho uma fabrica de tanques e uso chapa A 36, porém esses dias soldamos uma trava e ocorreu uma trinca no tanque ocasionado vazamento. Gostaria de saber se essa chapa é a correta para fabricação de tanque para o transportes de combustíveis. no mais forte abraço..

  137. Sr. Ferraz disse:

    Olá, Ernesto!

    Sim, o aço ASTM A36 é utilizado para a produção de alguns modelos de tanques de combustível.
    A norma ASTM A36 especifica um aço com o carbono máximo de 0,26%, o que em termos de solda, não oferece dificuldade (baixa temperabilidade, sem ZTA, boa soldabilidade), pois é classificado como um aço de baixo teor de carbono. A maior parte dos aços A36 do mercado apresenta um teor abaixo do 0,20%C.
    O vazamento pode ser resultado de alguma trinca originada no cordão de solda. Para identificar exatamente onde está a trinca, você pode realizar um ensaio não destrutivo de líquido penetrante. É um ensaio simples que está bem detalhado no link abaixo:

    http://mundomecanico.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Inspe%C3%A7%C3%A3o-por-liquido-penetrante.pdf

    Voltando ao aço, pode haver outras especificações que levem à utilização de diferentes ligas de aço. Você possui alguma especificação de cliente para que eu possa analisar?
    O aço da trinca é o mesmo A36 da chapa utilizada para produzir o tanque?

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  138. Newton kodi Takano disse:

    Olá, obrigado pela resposta!

    Exato, o CA50 é 500 Mpa, CA-25é 250 Mpa e CA60 600 Mpa.
    É que estou utilizando o A-36 para verificação da tensão e fiquei momentaneamente na dúvida comparando com o CA50, óbvio que a própria nomenclatura já diz a tensão. Mas meu muito obrigado, lendo outras respostas suas dá para aprender mais.
    abraços,
    Newton Kodi

  139. Diogo Teixeira disse:

    Bom dia Sr Ferraz!
    Estou realizando um trabalho de faculdade e gostaria de saber a tenacidade a fratura do aço A 36. Essa tenacidade pode ser calculada, ou consigo apenas através de ensaios?

    Desde já agradeço a atenção.

    Abraços
    Diogo Teixeira

  140. Sr. Ferraz disse:

    Olá, Diogo!

    A tenacidade de um aço não pode ser calculada “a priori” - ela deve ser obtida experimentalmente. O aço ASTM A36 não traz exigência (normativa) de ensaio Charpy.
    No desenvolvimento de um novo aço, entretanto, pode-se, desde o início, prescrever certas condições operacionais que levarão à melhoria da tenacidade. Por exemplo, minimização do teor de enxofre na liga (com a conseqüente minimização do teor de inclusões de MnS no aço), esferoidização destas inclusões (através da injeção de cálcio, na aciaria), etc. De qualquer modo, esta “nova” liga deverá ser ensaiada para confirmação da energia absorvida na fratura (ensaio Charpy), à várias temperaturas.

    Espero ter ajudado em seu trabalho!

    Abraços,
    Sr. Ferraz

  141. Sr. Ferraz disse:

    Olá amigos,

    Em breve este Bate Papo do Sr. Ferraz será desativado, por esse motivo peço gentilmente que a partir de hoje, envie suas dúvidas pelo nosso novo canal no site do Profissional do Aço.

    O programa conta com um espaço exclusivo, Sr. Ferraz Responde, para solucionar questões técnicas e oferece também informações úteis para o seu dia a dia de aplicações de produtos, técnicas de trabalho e sistema de cálculo de grades e portões. Além disso, o programa traz informações sobre feiras, palestras, cursos e eventos do setor.

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    Abraço,
    Sr. Ferraz